Ouvir o Evangelho
Evangelho segundo S. João 6, 44-51
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Está escrito no livro dos Profetas: ‘Serão todos instruídos por Deus’. Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne que Eu darei pela vida do mundo».
Outras leituras do dia: Act 8, 26-40; Sal 65 (66), 8-9. 16-17. 20
Se lêssemos os 3 versículos que antecedem o texto de hoje constataríamos que os judeus murmuravam contra Jesus porque não concebiam Jesus, cujas origens humanas conheciam, como divino.
Jesus põe termo à murmuração dos judeus a respeito dele, respondendo-lhes diretamente: «Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer» (Jo 6, 44).
Nesta 50ª Semana de Oração pelas Vocações, penso no modo como me hei de identificar com a forma de viver de Jesus, no tempo atual, de modo a deixar a vida eterna entrar em mim.
Teófilo Júnior
Filipe vai de Jerusalém a Gaza: por essas vias
Encontrarás um eunuco, administrador
Dos bens da rainha… Está lendo Isaías.
Vai anunciar-lhe Cristo, único libertador.
Poderei eu compreender se ninguém me conduz?
Vem e explica-me o conjunto das Escrituras
E que na minha grande ignorância se faça luz
E eu possa aceder à santa fé, a outras alturas.
A fé, caminho para a vida eterna, verdadeira,
Para todos os que recebem o Pão de vida;
Não foi assim com o maná, comida primeira,
Que o Pão do céu deixa agora esquecida.
Quem come deste Pão não morre, é o Pão vivo,
De vida, descido do céu para a vida do mundo;
Já não há nenhuma razão para estar perdido,
Temos connosco presente tão real e profundo.
Teófilo Minga, fms