Ouvir o Evangelho
Evangelho segundo S. Lucas 9, 57-62
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos iam a caminho de Jerusalém, quando alguém Lhe disse: «Seguir-Te-ei para onde quer que fores». Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça». Depois disse a outro: «Segue-Me». Ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai». Disse-lhe Jesus: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos; tu, vai anunciar o reino de Deus». Disse-Lhe ainda outro: «Seguir-Te-ei, Senhor; mas deixa-me ir primeiro despedir-me da minha família». Jesus respondeu-lhe: «Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus».
Outras leituras do dia: Job 9, 1-12. 14-16; Sal 87 (88), 10bc-11. 12-13. 14-15
Santo do dia
S. Teresa do Menino Jesus, virgem e doutora da Igreja
O seguimento de Cristo, de forma incondicional,
não admite subterfúgios. As palavras do Jesus parecem tão severas
como inexplicáveis. É importante apoiar a família, mas a generosidade
da entrega não pode ficar sujeita ao veredicto favorável ou desfavorável
dos irmãos de sangue. Seguir Jesus exige que abandonemos ou eliminemos
tudo o que impede ou atrasa o anúncio do reino de Deus,
feito em clima de total pobreza e disponibilidade.
«Palavra e Vida 2014» - O Evangelho comentado cada dia - uma iniciativa dos
Missionários Claretianos, ao serviço da evangelização.
Como poderei discutir com meu Deus e Senhor;
Nenhum sábio de coração lhe poderá responder;
Ele, Deus que criou os céus e a terra com amor,
Ele que os fez com toda a Sabedoria e poder.
Perante Ele de nada valem meus argumentos;
Mesmo tendo toda a razão não lhe responderia;
Devo apenas acolhê-lo em todos os momentos,
Este é, para mim, seu servo, a melhor Sabedoria.
É Sabedoria seguir Jesus de forma incondicional,
Sem subterfúgios ou quaisquer outras exceções;
Segui-lO para anunciar o Reino e combater o mal,
Segui-lO com amor absoluto em nossos corações.
Não vamos agora mesmo lançar mãos ao arado
E, logo depois, desanimados, voltar para trás,
Porque então será o próprio Deus dececionado
Que nos dirá: não venhas, amigo, fica onde estás.
Teófilo Minga, fms