Evangelho segundo S. Mateus 8, 5-11
Naquele tempo, ao entrar Jesus em Cafarnaum, aproximou-se d’Ele um centurião, que Lhe suplicou, dizendo: «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre horrivelmente». Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo». Mas o centurião respondeu-Lhe: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo ficará curado. Porque eu, que não passo dum subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens: digo a um ‘Vai’ e ele vai; a outro ‘Vem’ e ele vem; e ao meu servo ‘Faz isto’ e ele faz». Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado e disse àqueles que O seguiam: «Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé. Por isso vos digo: Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus».
Outras leituras do dia: Is 4, 2-6; Sal 121 (122),1-2.3-4ab.4cd-5.6-7.8-9
Eis um milagre, feito à distância, cimentado apenas na palavra, e não na presença física de Jesus. Lucas diz que o oficial romano se serviu de mediadores: pessoas importantes e judeus amigos (‘Ele gosta do nosso povo e construiu-nos uma sinagoga’). Apesar de estar habituado a dar ordens, o centurião abstém-se de o fazer e pretende que seja Jesus a exercer a sua autoridade e a pontificar sobre a doença. Cristo fica admirado e surpreendido com o elevado grau de fé deste desconhecido. É sempre a fé que provoca o milagre, e não o milagre que faz despontar a fé. O evangelista Lucas refere que as duas personagens, Jesus e o centurião, nem se conhecem nem se vão encontrar um com o outro. Jesus sara, de longe, o servo doente, sem sequer o visitar. A fé é assim: activa a força da palavra que sai da boca do Senhor. Às vezes, eu preferia um Deus mais ao meu alcance, que eu pudesse manipular a meu jeito, que eu sentisse mais vizinho e maleável. Tem cabimento a pergunta: Deus anda distante, ou será que a minha fé é diminuta e anda quase sempre ausente da minha vida?
«Palavra e Vida 2014» - O Evangelho comentado cada dia - uma iniciativa dos Missionários Claretianos, ao serviço da evangelização.
O rebento do Senhor será ornamento e glória,
A cidade santa, será irradiação de santidade,
Que o Senhor a purificará e, então, sua vitória
Alcançara o mundo todo em sua diversidade.
O vento do Senhor purificará Jerusalém,
Será aos nossos olhos a cidade restaurada;
Nela a justiça botará, como brotará o bem
E a gente verá na cidade real, a bem-amada.
Na cidade, a alegria do Senhor se manifesta,
Assim como a misericórdia com o centurião
Que intercede pelo Senhor de forma lesta,
Junto a Jesus conhecido por sua compaixão.
Não venhas sequer a minha casa, Senhor!
Uma só palavra Tua e meu servo será curado;
Disso tenho a certeza, pelo meu e teu amor,
Que se manifesta em tudo o que foi criado.
Teófilo Minga, fms
