Evangelho segundo S. Mateus 18, 12-14
Outras leituras do dia: Is 40, 1-11; Sal 95 (96), 1-2. 3 e 10ac. 11-12. 13
O cerne do Evangelho é a certeza de que Deus se recusa a ficar sem filhos; pode perder os haveres da casa e toda a herança, mas sente-se feliz por ver trabalhar e repousar sob o seu tecto todos aqueles a quem deu a vida. A nossa conversão e a alegria de Deus assenta nesta permuta da parábola: a ovelha precisa sempre do calor que vem do colo do pastor, e o pastor necessita de sentir, no arco dos seus amplos braços, o aconchego e a gratidão da ovelha. Longe do Pai celeste, só passamos fome, envelhecemos e nos tornamos infelizes. O regresso a casa da ovelha fugitiva, após o extravio, é celebrado em clima de alegria e de festa, para que ela sinta que continua a ser amada e saiba que vai contar com o apoio e a solidariedade de todos os seus irmãos.
«Palavra e Vida 2014» - O Evangelho comentado cada dia - uma iniciativa dos Missionários Claretianos, ao serviço da evangelização.
No deserto preparai os caminhos do Senhor,
Na estepe uma estrada para o nosso Deus.
Vem o tempo em que dos céus o esplendor
Estará connosco: a redenção dos altos céus.
Sobe a um monte, arauto de Sião,
Proclama às cidades de Judá e ao mundo,
Que para trás fica o tempo da servidão,
A liberdade é agora dom do Senhor, fecundo.
Dom do Senhor à procura a ovelha perdida,
Deixando as outras a pastar nos montes;
Procurar a tresmalhada, a que está ferida,
Para a trazer de novo a água das fontes.
Trazê-la de novo ao redil do pastor:
Sabendo que Deus não desiste de ninguém;
Ao trazê-la vive em sua alma alegria maior,
Alegria, fruto do bem-querer, supremo Bem.
Teófilo Minga, fms
