Ouvir o Evangelho
Evangelho segundo S. Mateus 14, 1-12
Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu falar da fama de Jesus e disse aos seus familiares: «Esse homem é João Baptista que ressuscitou dos mortos. Por isso é que nele se exercem tais poderes miraculosos». De facto, Herodes tinha mandado prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. Porque João dizia constantemente a Herodes: «Não te é permitido tê-la por mulher». E embora quisesse dar-Lhe a morte, tinha receio da multidão, que o considerava como profeta. Ocorreu entretanto o aniversário de Herodes e a filha de Herodíades dançou diante dos convidados. Agradou de tal maneira a Herodes, que este lhe prometeu com juramento dar-lhe o que ela pedisse. Instigada pela mãe, ela respondeu: «Dá-me agora mesmo num prato a cabeça de João Baptista». O rei ficou consternado, mas por causa do juramento e dos convidados, ordenou que lha dessem e mandou decapitar João no cárcere. A cabeça foi trazida num prato e entregue à jovem, que a levou a sua mãe. Os discípulos de João vieram buscar o seu cadáver e deram-lhe sepultura. Depois foram dar a notícia a Jesus.
Outras leituras do dia: Lev 25, 1. 8-17; Sal 66 (67), 2-3. 5. 7-8
Por causa do juramento... (Evangelho)
Herodes ficou preso à sua palavra. Todos ficamos presos a todas as palavras que dizemos, mas algumas têm mais peso. E como as palavras têm peso, é importante pesá-las. Pesá-las antes de as dizermos, porque as palavras podem ser um veículo do que Deus quer que digamos aos outros. Se dizemos as palavras erradas, não acertamos no alvo, se não dizemos, essa mensagem de Deus fica por dizer. Temos que ter atenção às palavras. Elas podem ser divinas. O leitor medite nisto.
Revista Mensageiro do Coração de Jesus | Secretariado Nacional do Apostolado da Oração | www.apostoladodaoracao.pt
O quinquagésimo ano será para vós de jubileu,
Não deveis fazer sementeiras ou alguma colheita;
Limitai-vos apenas a comer o que a terra deu,
E entre todos vós toda a inimizade seja desfeita.
É um ano jubileu; será um ano sagrado;
Cada um de vós voltará a ter a propriedade;
Nas vendas a fazer ninguém seja prejudicado
E a todos acolhei em gesto de fraternidade.
Não como Herodes, criticado pelo profeta João;
Esse Herodes mau, por Jesus chamado “raposa”,
Aos seus ouvidos soava muito dura a pregação:
“Não podes ter contigo de teu irmão a esposa”.
Queria dar-lhe a morte, mas receava a multidão;
Um dia por motivo de uma festa, de uma dança,
Encontra inesperadamente uma bela ocasião
De o matar; um juramento e estranha matança.
Teófilo Minga, fms