Ouvir o Evangelho
Evangelho segundo S. João 8, 1-11
Naquele tempo, Jesus foi para o Monte das Oliveiras. Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo e todo o povo se aproximou d’Ele. Então sentou-Se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério, colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?». Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar. Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão. Como persistiam em interrogá-l’O, Ele ergueu-Se e disse-lhes: «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra». Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão. Eles, porém, quando ouviram tais palavras, foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio. Jesus ergueu-Se e disse-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?». Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Jesus acrescentou: «Também Eu não te condeno. Vai e não tornes a pecar».
Outras leituras do dia: Dan 13, 1-9.15-17.19-30.33-62 ou Dan 13, 41c-62; Sal 22 (23),1-3a.3b-4b.5.6
Sem qualquer réstia de escrúpulo ou vergonha, os acusadores começam
a lapidar uma pobre mulher. A irracionalidade do nosso pecado consiste
precisamente no facto de não nos darmos conta da situação lamentável
que criámos, depois o haver cometido. Não temos consciência da maldade
que nos afeta. Os actos repetidos da conduta imoral vão deteriorando
a nossa sensibilidade. O pecado é como um vírus que destrói pouco a
pouco as células vivas do amor e da lei de Deus, dentro de nós. Mas há
sempre espaço para que a esperança floresça no coração de uma pessoa
arrependida: “Vai e não voltes a pecar”.
«Palavra e Vida 2014» - O Evangelho comentado cada dia - uma iniciativa dos
Missionários Claretianos, ao serviço da evangelização.
Velhos que deviam ser juízes da verdade,
E ei-los em comportamento de mentira,
Querendo arrancar a Susana a sua castidade;
Só podem ter de Deus e do povo a sua ira.
Separai-os um do outro e eu os julgarei,v
A estes juízes sem a dignidade dos anciãos;
Velhas raposas, estão em tudo contra Lei
Que deviam defender; o pecado em suas mãos!
E aplicaram-lhe a pena que haviam preparado
Para a pobre Susana indefesa; mas em outra era,
Jesus dirá a misericórdia mais forte que o pecado:
Perdão, tesouro nos céus capaz de nova primavera.
Ninguém te condenou? Como vês, ninguém, Senhor.
Nem Eu te condeno; vais e não tornes a pecar,
Vive em tua vida a verdade, a lei última do amor:
À tua frente outro caminho; vale a pena recomeçar!
Teófilo Minga, fms