Ouvir o Evangelho
Evangelho segundo S. João 8, 21-30
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Eu vou partir. Haveis de procurar-Me e morrereis no vosso pecado. Vós não podeis ir para onde Eu vou». Diziam então os judeus: «Irá Ele matar-Se? Será por isso que Ele afirma: ‘Vós não podeis ir para onde Eu vou’?» Mas Jesus continuou, dizendo: «Vós sois cá de baixo, Eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo. Ora Eu disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditardes que ‘Eu sou’, morrereis nos vossos pecados». Então perguntaram-Lhe: «Quem és Tu?» Respondeu-lhes Jesus: «Absolutamente aquilo que vos digo. Tenho muito que dizer e julgar a respeito de vós. Mas Aquele que Me enviou é verdadeiro e Eu comunico ao mundo o que Lhe ouvi». Eles não compreenderam que lhes falava do Pai. Disse-lhes então Jesus: «Quando levantardes o Filho do homem, então sabereis que ‘Eu sou’ e que por Mim nada faço, mas falo como o Pai Me ensinou. Aquele que Me enviou está comigo: não Me deixou só, porque Eu faço sempre o que é do seu agrado». Enquanto Jesus dizia estas palavras, muitos acreditaram n’Ele.
Outras leituras do dia: Num 21, 4-9; Sal 101 (102), 2-3. 16-18. 19-21
O sinal da cruz vai ser o emblema, o estandarte e a prova
de credibilidade, a respeito da pessoa e da missão de Jesus.
Isso constituirá pedra de escândalo para alguns, loucura para outros,
mas vida e força para o verdadeiro discípulo de Cristo. O cristão aprendeu
a levar a sua cruz, mas não ignora que só a poderá carregar galhardamente,
se o amor de Cristo for o seu cireneu de todos os dias.
«Palavra e Vida 2014» - O Evangelho comentado cada dia - uma iniciativa dos
Missionários Claretianos, ao serviço da evangelização.
O povo fala contra Moisés e perde a paciência.
Porque nos trazes tu a morrer neste deserto?
Por estas areias é miserável a nossa existência,
No Egito tínhamos água e cebolas bem perto.
É o pecado de quem não aceita a liberdade,
E é capaz de a trocar por um par de cebolas.
Povo ingrato, incapaz de discernir a verdade,
Incapaz de sacrifício… Que mentes tão tolas!
Um pouco como os fariseus no tempo de Jesus.
Jesus ia partir, mas eles morrerão no seus pecado,
Foram incapazes de reconhecer a verdadeira luz,
E de olhar mais longe, de olhar para o outro lado.
Eles não compreenderam que lhes falava do Pai,
“Aquele que me enviou e está sempre comigo”.
É na dureza que seu coração mau esbarra e cai;
Continuam a fugir de Deus, nossa proteção e abrigo.
Teófilo Minga, fms